Espaços Culturais

  • Biblioteca e Arquivo Municipal de Felgueiras

    biblioteca municipal de felgueiras
  • Villa Romana de Sendim

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  • Casa da Cultura Leonardo Coimbra

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  • Biblioteca Municipal - Polo de Idães

    Biblioteca Municipal - Polo de Idães

  • Casa das Artes

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  • Casa do Risco

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  • Museu Casa do Assento

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  • Oficina Escola Conservação e Restauro de Documentos Gráficos de Felgueiras        oficina-escola-de-conservacao-e-restauro-de-documentos-graficos-de-felgueiras-1

  • Parque de Campismo Rural de Vila Fria

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Miradouros

  • Monte de St.ª Quitéria - Margaride

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  • Srª da Aparecida – Pinheiro

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  • Senhor dos Perdidos – Penacova

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  • Monte Santa Marta – Caramos

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Património Cultural

 

- Artesanato/Produtos Regionais

Os bordados são uma das mais ricas tradições do concelho. O Filé ou ponto de nó, o ponto de cruz, o bordado a cheio, o richelieu e o crivo bordado são os exemplos genuínos do produto artesanal das nossas mãos de fada.

Num concelho em que existem mais de 600 bordadeiras, existe a Casa do Risco que têm como objetivo a homogeneização da qualidade global do bordado e a qualificação bordadeiras.

Os instrumentos de corda são outra riqueza artesanal de Felgueiras. Os artesãos fazem os cavaquinhos, as violas e outros instrumentos de corda que produzem muito do som que se ouve por todo o país.

Destacam-se em termos gastronómicos, pela sua autenticidade, o Pão - de - Ló de Margaride e os maravilhosos Vinhos Verdes. O Cozido à Portuguesa, o Bacalhau, o Arroz de Cabidela e os Assados no forno a lenha enchem igualmente a mesa dos felgueirenses, e deliciam todos quantos têm a oportunidade de à mesma se sentarem.

 

Pão de ló

História

Foi no início do século XVIII que uma mulher, de nome Clara Maria, principiou a fabrico deste pão de ló. A Casa, tal como hoje, encontrava-se localizada na freguesia de Margaride, no centro da atual cidade de Felgueiras, no norte de Portugal. Este pão de ló ficou conhecido por “Pão de ló de Margaride”.

Após a morte de Clara Maria, foi Antónia Filix que continuou com o fabrico deste apreciado doce, tendo, mais tarde, passado essa tarefa para Leono Rosa da Silva.

Leonor Rosa da Silva tornou conhecido o pão de ló de Margaride durante mais de 50 anos de trabalho. O sucesso foi tanto que em 1888 foi atribuída a esta Casa a designação de Fornecedora da Casa Real Portuguesa.

Atualmente, o fabrico mantém-se o mais artesanal possível, mantendo, acima de tudo, a qualidade dos seus produtos.

 

Casa Real

 

Leonor Rosa da Silva foi informada por carta particular, timbrada com as armas de Suas Altezas reais os Duques de Bragança, data do Paço de Belém, em 5 de dezembro de 1888, e assinada pelo conde de são Mamede, foi informada Leonor Rosa da Silva, de que lhe foram concedidas as honras de fornecedora da Real e Ducal Casa de Bragança, podendo usar as armas ducais, conforme o modelo que está na casa. As Armas têm a encima-las uma coroa ducal e por timbre, um dragão.

Por alvará do rei D. Carlos, datado de 22 de Abril de 1893, dirigido a António de Melo, marquês de Ficalho, par do reino, mordomo-mor do rei, atentas as circunstâncias que concorrem em Leonor Rosa da Silva, com estabelecimento de confeitaria, na vila de Margaride, concelho de Felgueiras, foi feita mercê de a nomear fornecedora da Casa Real, dos artigos do seu comércio, passando a gozar de todas as honras e prerrogativas que lhe competirem e podendo com este título colocar as Armas Reais Portuguesas no frontispício do seu estabelecimento.

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O alvará foi assentado no livro de matrícula dos moradores da Casa Real, a fls. 65, do livro 9, em 31 de Maio de 1893, e pagou de selo 19 500 réis. Também foi registado a fls. 64, do livro 8, de cartas e alvarás da secretaria de Mordomia-mor da Casa Real.

Em 20 de Maio de 1905, pela 3.ª repartição (Propriedade Industrial) da Direção Geral de Comércio e Industria, do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, foi passado o título de registo de recompensa (n.º geral 315), " Fornecedora da Casa Real", confirmada pela Mordomia-mor da Casa Real, a Joaquim Luiz da Silva, sucessor de Leonor Rosa da Silva, estabelecido em Felgueiras, de profissão doceiro, pelos seus produtos (doces).

Em virtude das autorizações dadas pelo monarca português e pela casa de Bragança, viam-se em tempo, fachada principal da casa da fábrica de pão-de-ló de Leonor Rosa da Silva, as armas reais portuguesas e as da casa de Bragança, que ainda hoje são usadas no carimbo com que a firma autentica os seus produtos.