População Residente Segundo o Nivel de Ensino Atingido

A educação é cada vez mais importante no contexto actual, uma vez que o mercado de trabalho cada vez mais exigente, obriga a que o trabalhador seja cada vez mais qualificado. Em Felgueiras registam-se evoluções significativas em todos os parâmetros do gráfico. No que diz respeito ao parâmetro “Nenhum Nível de Ensino” desceu significativamente ao longo das últimas décadas analisadas, passando de aproximadamente 50% em 1991 para 15% em 2011, sendo este um dado animador, indicando que é cada vez menor o número de pessoas analfabetas no nosso concelho.

Em relação ao 1ºCiclo é sem dúvida o parâmetro que concentra maior parte da população, contudo, tem vindo a descer significativamente com quase 40% em 1991, 35% em 2001 e 20% em 2011. O 2º Ciclo apresenta uma variação irregular, com 30% da população em 1991, 40% em 2001 e 21% em 2011. Por sua vez, o 3º Ciclo tem apresentado uma grande subida nos 3 anos observados com 15% em 1991, 30% em 2001 e 55% em 2011, o que denota a importância da obrigatoriedade da escolaridade obrigatória até ao 9.º ano.

O Ensino Secundário, Médio e Superior têm tido avanços consideráveis, fruto das melhorias do ensino no nosso país mas também devido à escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Por outro lado, há cada vez mais jovens a ambicionarem a frequência do ensino superior numa tentativa de virem melhoradas as suas qualificações e, por consequência, o seu futuro nível de vida. Nesse sentido, o ensino secundário e o ensino superior tinham valores muito baixos em 1991 (com ambos 12,5 %), subindo drasticamente em 2011 com respetivamente (55% e 66%).

População escolar

Uma breve análise à evolução do número de alunos matriculados nos vários níveis de ensino, regista-se uma redução do número de alunos a frequentar o 1.º ciclo, fruto da diminuição da taxa de natalidade ao longo da última década que, com o evoluir dos anos também se vai reflectindo, de forma cada vez mais intensa, nos níveis de ensino subsequentes. No 3º Ciclo e no ensino secundário nota-se a evolução bastante positiva de 2001 para 2009 com um grande aumento de matriculados, fruto do aumento da escolaridade obrigatória para os 18 anos. A partir de 2009 nota-se o decréscimo dos matriculados, à exceção de 2010, no ensino secundário. Em relação ao ensino superior está evidenciado o aumento de 2001 até 2012, ano em que se registam 1776 matriculados. A partir daí registou-se um ligeiro decréscimo de matriculados. Com esta evolução podemos concluir que a população de Felgueiras apresenta o aumento da sua qualificação e instrução ao longo dos anos analisados, fruto do maior investimento por parte das entidades competentes.

Taxa de analfabetismo

Como podemos ver através dos gráficos abaixo, tem havido uma evolução positiva quando analisamos a taxa de analfabetismo pois esta registou um decréscimo de 1991 para 2001 e de 2001 para 2011. No entanto, o envelhecimento da população reforça as parcelas menos instruídas da população, ou seja, os mais idosos pois é precisamente acima dos 65 anos que as percentagens de indivíduos sem qualquer nível de ensino são mais elevadas. Com o seu falecimento, o número de analfabetos vai diminuindo.

Fazendo uma análise comparativa entre os sexos é evidente o claro predomínio do sexo feminino em detrimento do sexo masculino. Estes valores evidenciam uma cruel realidade que relegava as mulheres ao trabalho do lar e de cuidar da família, no século XX, impossibilitando-as de frequentar a escola. Assim, em 2001 a taxa de analfabetismo no sexo feminino era de 10,8% (12,8% em 1991), um valor mais elevado que os 6% (6,9% em 1991) do sexo masculino. Já em 2011, a taxa de analfabetismo no sexo feminino era de 6,6% e no sexo masculino de 3,37%, valores estes que se refletem na aposta dos sucessivos governos na educação, incentivando à progressão dos estudos através da promoção de subsídios aos mais carenciados, tornando-se assim Portugal, e neste caso Felgueiras, um concelho mais instruído.

Assim, contrariamente ao que acontecia antigamente em que, de uma forma geral, só tinha acesso ao ensino quem tinha posses, caracterizando-se Portugal por um sistema de ensino elitista, hoje em dia, devido aos apoios já referidos anteriormente notam-se relevantes progressos na educação e formação da população.