Grupos etários 

São considerados três grupos etários (ou de idades): o grupo etário dos jovens, entre os 0 e 14 anos; o dos adultos com idades entre os 15 e 64 anos e, por fim, o dos idosos, com idades iguais ou superiores aos 65 anos.

Através da análise do gráfico concluímos que todas as faixas etárias sofreram alterações no período analisado (1981 a 2014) apesar de se registar uma oscilação maior do grupo etário jovens em relação aos outros dois.

Assim sendo, em 1981, cerca de 30% da população felgueirense era jovem. Já os adultos representavam cerca do dobro dos jovens. Os idosos pouco menos de 10%.

Em 1991, o grupo dos jovens perde para dar à faixa etária dos adultos fazendo com que o grupo etário dos idosos se mantivesse. Neste ano, os jovens representavam cerca de 25%, os adultos cerca de 65% e os idosos cerca de 8%.

Dez anos mais tarde, a classe dos jovens perdeu três pontos percentuais para, novamente, aumentar na classe etária dos adultos. Assim, em 2001, 22,5% eram jovens, 67,9% eram adultos e 9,6% eram idosos.

 A faixa etária dos jovens nos próximos anos analisados variou entre 15,1% e os 18,3%. A classe dos adultos variou entre 70,4% e os 71,6%. Já os idosos representaram 11,3% em 2009 e, como tem vindo a aumentar nos últimos anos, em 2014 já representavam 13,3% da população felgueirense, havendo uma tendência para o acentuar do envelhecimento da população.

Índice de dependência

Os rácios-síntese de estrutura etária se bem que apresentem valores diferenciados em 1991 e 2001 não referem uma realidade alarmante. Felgueiras regista um elevado índice de dependência de jovens fruto do comportamento das taxas de natalidade e de mortalidade que resulta numa taxa de crescimento natural elevada quando comparada com outros concelhos da sub-região do Tâmega.

Assim sendo, entre 1991 e 2014 o índice de dependência de idosos variou entre 14,7% (1991) e os 18,5% (2014) tendo ao longo de todo o período, aumentado sempre, com tendência a continuar o mesmo ritmo.

Já o índice de dependência dos jovens no período analisado apresentou uma franca diminuição, tendo este variado entre os 39% e os 21,1% em 2014. De realçar que foi entre 2001 e 2009 que se registou uma diminuição notória de 33,1% para 26%.

Concluímos assim que os idosos felgueirenses estão cada vez mais dependentes da população ativa o que contribui para falência iminente do sistema de Segurança Social.

Em relação ao índice de dependência total, esta variável ficou situada entre os 39,7% e os 51,8% tendo registado uma diminuição notória entre 2001 e 2009 quando diminuiu de 47,3% para 42,1%.

Evolução do índice de envelhecimento

índice de envelhecimento no concelho tem vindo a aumentar, pois no início da década de 90 era de 32,9 idosos por cada 100 jovens, valor esse que em 2004 aumentou para os 49,5 idosos, tendo-se verificado um amento de 16,6 %.

Pela observação do gráfico concluímos que esta variável tem aumentado constantemente tendo registado um forte crescimento entre 2004 e 2009, ou seja, de 49,5% para 61,7%.

O índice de envelhecimento entre 1991 e 2014 variou entre os 32,9% e os 87,7% valor mais elevado em todo o período de análise.

Estrutura etária

Pirâmide etária - 1940

Em 1940 a pirâmide etária apresenta-se jovem, caracterizada por uma base larga fruto da elevada taxa bruta de natalidade. Por outro lado, a elevada taxa bruta de mortalidade conduz a uma reduzida esperança média de vida que é evidente pelo reduzido número de idosos, o que resulta num topo estreito.

Pirâmide etária - 1981

Em 1981, a pirâmide etária apresenta ainda uma base larga muito embora com visíveis tendências para o seu estreitamento, fruto da redução da taxa de natalidade. O topo ainda é relativamente estreito devido a uma esperança média de vida mais reduzida do que a registada na actualidade. De salientar a existência da classe oca dos 35 aos 39 anos em ambos os sexos, justificada pelo fluxo emigratório de população.

 

Pirâmide etária - 1991

As grandes alterações demográficas verificam-se de forma mais acentuada a partir de 1991, onde a pirâmide etária apresenta uma base cada vez mais estreita, com a classe dos menos de 5 anos a sofrer uma redução de 3%  no número de crianças. Pelo contrário, o topo tende para o alargamento, fruto do prolongamento da esperança média de vida da população.

Pirâmide etária - 2001

Em 2001, a pirâmide do concelho apresenta uma clara tendência para o envelhecimento evidenciada pela base cada vez mais estreita (reduzida taxa bruta de natalidade) e um topo cada vez mais largo (reduzida taxa bruta de mortalidade e elevada esperança média de vida).

Pirâmide etária - 2011

Em 2011, a pirâmide etária apresenta uma base estreita dando continuidade à tendência dos anos anteriores em que a base da pirâmide foi ficando cada vez mais estreita. Este fenómeno acontece devido ao facto de se ter registado uma baixa natalidade no concelho. O topo é cada vez mais largo, fruto do aumento da esperança média de vida e da reduzida taxa de mortalidade. De salientar a existência da classe oca dos 25 aos 29 anos em ambos os sexos, justificada pelo fluxo migratório de população para a Europa, nos finais da década de 80 e início da de 90.